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Mercado Milho

Segunda safra de milho pressiona margens com custos elevados e cotações desfavoráveis

Sapiens Agro 8 de agosto de 2026

O milho de segunda safra enfrenta um cenário desafiador nesta temporada, com os insumos consumindo parcela expressiva do orçamento de produção e os preços praticados no mercado ainda abaixo do custo total de cultivo. A rentabilidade da atividade depende, cada vez mais, da capacidade do produtor de otimizar cada etapa do processo produtivo.

Segunda safra de milho pressiona margens com custos elevados e cotações desfavoráveis

A safrinha de milho atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre cotações deprimidas e estrutura de custos elevada estreita as margens e coloca em xeque a viabilidade econômica de parte das lavouras, especialmente para quem não adotou estratégias de proteção de preço ou travamento de insumos antecipado.

Os fertilizantes seguem como o principal vetor de pressão financeira, respondendo por cerca de quatro décimos do custeio total da cultura. Esse peso reflete tanto o patamar ainda elevado dos preços de adubos no mercado interno quanto a dependência estrutural do Brasil por importações, que mantém o setor vulnerável a variações cambiais e a choques externos de oferta.

Com a receita bruta projetada abaixo do custo total de produção em diversas regiões, a eficiência operacional deixa de ser diferencial competitivo e passa a ser condição de sobrevivência. Produtores que conseguem reduzir perdas no campo, ajustar doses de fertilizantes com base em análise de solo e negociar contratos de venda com antecedência saem em vantagem clara nesse ambiente.

O cenário reforça a importância do planejamento financeiro antes do plantio. Travar parte da produção em contratos a termo, monitorar a janela de comercialização e buscar eficiência no uso de insumos são práticas que ganham peso decisivo quando as margens operam no limite.

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