Sanção da MP do Frete preocupa setor agro com pressão nos custos de escoamento
O presidente Lula assinou a medida provisória que altera regras do transporte rodoviário de cargas, gerando apreensão entre produtores e exportadores do agronegócio. O setor teme que as mudanças elevem os custos logísticos em um momento em que as margens já estão pressionadas. O impacto sobre o escoamento das safras de soja e milho é o principal ponto de atenção.
A formalização da chamada MP do Frete pelo governo federal reacende o debate sobre a estrutura de custos do transporte rodoviário no Brasil. A medida altera condições de remuneração e operação para caminhoneiros, e o agronegócio, que depende intensamente desse modal para levar a produção até portos e armazéns, acompanha o tema com cautela.
Produtores e tradings avaliam que qualquer reajuste nas tarifas de frete repercute diretamente na competitividade do grão brasileiro no mercado externo. Com safras volumosas projetadas para soja e milho, o custo de escoamento tem peso relevante na formação do preço final recebido pelo produtor na fazenda.
O setor logístico aguarda a regulamentação da MP para dimensionar o tamanho do impacto. Enquanto isso, operadores de transporte e embarcadores buscam ajustar contratos e estratégias de escoamento para minimizar eventuais aumentos de custo antes do pico da colheita.
O episódio reforça a discussão estrutural sobre a dependência do agro brasileiro do transporte rodoviário e a necessidade de ampliar a participação de ferrovias e hidrovias na matriz logística do país, alternativas que poderiam reduzir a vulnerabilidade do setor a oscilações nas regras do frete.
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