Rentabilidade do avicultor recua ao menor nível do semestre com custos pressionados
O poder de compra do produtor de ovos registrou a pior marca do primeiro semestre, reflexo do desequilíbrio entre os custos de produção elevados e os preços recebidos pela dúzia. A combinação de ração cara e cotações fracas no atacado comprime as margens do setor avícola.
O setor de postura enfrenta um momento delicado no campo financeiro. O índice que mede a capacidade de compra do avicultor — calculado pela relação entre o preço recebido pelos ovos e o custo dos insumos, especialmente a ração — caiu ao patamar mais baixo observado no período, sinalizando deterioração da rentabilidade da atividade.
O milho, principal componente do custo de produção das aves, segue como o principal vilão das contas do produtor. Mesmo com alguma acomodação pontual nas cotações, o nível de preços ainda pesa de forma significativa sobre o custo da tonelada de ração, reduzindo a margem operacional de quem cria galinhas poedeiras.
Do lado da receita, os preços da dúzia de ovos no mercado atacadista não acompanharam a alta dos custos no mesmo ritmo, gerando uma defasagem que corrói o resultado líquido das granjas. Produtores de menor escala são os mais vulneráveis a esse tipo de compressão, pois têm menos capacidade de diluir custos fixos.
O cenário reforça a importância de o avicultor monitorar de perto os indicadores de custo-benefício da atividade e, quando possível, travar contratos de insumos em momentos de maior liquidez do mercado, reduzindo a exposição às oscilações de curto prazo.
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