Regulação do frete rodoviário deve elevar custos operacionais no campo, alerta entidade paulista
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo avalia que a legislação vigente sobre remuneração mínima do transporte rodoviário de cargas tende a pressionar os custos do agronegócio. O impacto seria sentido especialmente na movimentação de insumos e na comercialização da produção agrícola. Produtores e cooperativas precisam monitorar de perto essa variável para ajustar seus planejamentos financeiros.
A regulamentação que estabelece pisos mínimos para o frete rodoviário segue gerando debate no setor agropecuário. A entidade que representa os agricultores paulistas projeta que a norma pode encarecer de forma relevante o transporte de grãos, insumos e demais produtos do campo, afetando diretamente a margem das propriedades rurais.
O mecanismo de piso tarifário, criado originalmente para garantir renda mínima aos caminhoneiros autônomos, tem efeito direto sobre a cadeia logística do agronegócio, que depende intensamente do modal rodoviário para escoar a produção até portos, armazéns e indústrias. Qualquer elevação estrutural nesse custo repercute ao longo de toda a cadeia, do produtor ao exportador.
Para o produtor rural, o cenário exige atenção redobrada no momento de fechar contratos de venda e de planejar o custeio da próxima safra. Negociar antecipadamente condições de frete e avaliar alternativas logísticas, como o uso de ferrovias ou armazéns regionais, pode ser uma forma de mitigar parte da pressão sobre os custos.
O debate em torno da lei do frete ainda não está encerrado, e ajustes regulatórios seguem sendo discutidos entre governo, transportadores e representantes do agronegócio. Acompanhar a evolução dessas negociações é fundamental para que o setor se posicione de maneira estratégica diante de possíveis mudanças nas regras de transporte.
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