Medida provisória sobre transporte rodoviário preocupa setor e pode encarecer escoamento da safra
Uma nova medida provisória que altera regras do transporte de cargas voltou a acender o debate sobre os custos logísticos no agronegócio brasileiro. Produtores e exportadores temem que as mudanças elevem o valor do frete rodoviário justamente no período de maior pressão sobre a cadeia de escoamento. O tema divide opiniões entre transportadores, embarcadores e representantes do campo.
O governo federal editou uma medida provisória que modifica aspectos da regulação do transporte rodoviário de cargas no Brasil. A iniciativa reacendeu um debate que já havia gerado tensão no setor em anos anteriores, quando a chamada política de piso mínimo de frete foi implementada e depois questionada por diferentes agentes da cadeia logística.
Para o produtor rural, o impacto mais direto pode ser sentido no custo de levar a produção do campo até os portos, armazéns e processadoras. Em um ano com safra volumosa projetada para soja e milho, qualquer pressão adicional sobre o frete representa redução na margem líquida recebida na porteira, tornando o tema especialmente sensível.
Representantes do agronegócio alertam que o momento é delicado, pois o mercado já convive com fretes pressionados por demanda aquecida e gargalos estruturais em ferrovias e hidrovias. A dependência histórica do modal rodoviário no Brasil amplifica o efeito de qualquer alteração regulatória sobre esse segmento.
O debate deve se intensificar nas próximas semanas, com entidades do setor buscando interlocução com o governo para avaliar os efeitos práticos da medida. Produtores e cooperativas acompanham de perto a evolução do tema, que pode influenciar decisões de comercialização e armazenagem ao longo da safra 2024/2025.
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