Medida Provisória sobre política de frete avança no Senado e preocupa setor agrícola
A votação da Medida Provisória que regulamenta o transporte rodoviário de cargas entra em fase decisiva no Senado Federal, gerando apreensão entre produtores rurais e exportadores. O setor agro teme que mudanças nas regras de frete elevem os custos logísticos e reduzam a competitividade das exportações brasileiras. A definição do texto final pode impactar diretamente o escoamento das safras de grãos nos próximos meses.
A Medida Provisória que trata da política de frete rodoviário está em fase final de tramitação no Senado, e o agronegócio acompanha o processo com atenção redobrada. O setor é um dos maiores usuários do transporte rodoviário no país, dependendo da eficiência e do custo desse modal para levar a produção do campo até os portos e centros de consumo.
A principal preocupação dos produtores e das entidades representativas do agro é que a regulamentação aprovada imponha condições que encareçam o frete, pressionando as margens já apertadas da atividade agrícola. Em anos de safra volumosa, qualquer aumento nos custos de escoamento pode comprometer a rentabilidade da produção e a competitividade do grão brasileiro no mercado externo.
O Brasil ainda enfrenta gargalos estruturais na logística, com dependência elevada do modal rodoviário e infraestrutura aquém da demanda gerada pelo crescimento da produção agrícola. Nesse contexto, as regras que definem a remuneração dos transportadores têm efeito direto sobre o custo final da tonelada transportada.
Produtores e cooperativas aguardam o texto definitivo para avaliar o impacto operacional e financeiro sobre suas operações. A expectativa é que o Senado busque um equilíbrio que garanta remuneração justa ao transportador sem onerar de forma desproporcional quem contrata o serviço.
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