Custo do transporte rodoviário avança em junho e pressiona margens do agronegócio
O valor médio cobrado pelo transporte rodoviário de cargas no Brasil registrou alta em junho, chegando a R$ 8,67 por quilômetro rodado. O movimento representa mais um fator de pressão sobre os custos logísticos do produtor rural, especialmente em um período de escoamento da safra de grãos.
O frete rodoviário voltou a encarecer no mês de junho, com elevação próxima a 1% em relação ao mês anterior, atingindo patamar acima de R$ 8,60 por quilômetro. Para o produtor agropecuário, que depende fortemente do modal rodoviário para levar a produção até portos, cooperativas e indústrias, o aumento representa compressão direta na rentabilidade da operação.
O cenário é particularmente sensível para culturas como soja e milho, cujas safras demandam grande volume de caminhões em curtos períodos. Com a oferta de veículos disputada e os custos operacionais das transportadoras ainda pressionados por diesel e manutenção, a tendência é que os fretes permaneçam em níveis elevados ao longo do segundo semestre.
Especialistas recomendam que os produtores antecipem contratos de frete sempre que possível e avaliem alternativas como o uso de ferrovias e hidrovias para trechos onde essas opções estejam disponíveis. O planejamento logístico integrado pode ser um diferencial relevante para preservar a margem diante de um ambiente de custos crescentes.
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