Custo do transporte rodoviário avança em agosto impulsionado pelo escoamento do milho
O transporte rodoviário de cargas agrícolas ficou mais caro em agosto, registrando alta de pouco mais de um ponto percentual em relação ao mês anterior. A movimentação intensa do milho safrinha, em pleno período de escoamento, foi o principal fator que pressionou os preços dos fretes no período. Para o produtor, o encarecimento da logística representa mais um componente de custo a ser monitorado na hora de fechar negócio.
O mês de agosto trouxe pressão adicional sobre os custos logísticos do agronegócio brasileiro. O frete rodoviário acumulou elevação em torno de 1% na comparação mensal, reflexo direto da maior disputa por caminhões durante o pico de escoamento da segunda safra de milho, cultura que concentra volumes expressivos de transporte neste período do ano.
A safrinha de milho, colhida majoritariamente no Centro-Oeste, exige grande mobilização de veículos para abastecer tanto os portos exportadores quanto o mercado interno. Quando a demanda por cargas supera a capacidade disponível de caminhões, os valores de frete tendem a subir por pressão natural de mercado, encarecendo a cadeia para todos os elos envolvidos.
Para o produtor rural, o comportamento do frete é um dado estratégico. Fretes mais altos corroem a margem obtida na venda da commodity, especialmente para aqueles localizados em regiões mais distantes dos centros de consumo e dos portos. Planejar o escoamento da produção com antecedência, aproveitando janelas de menor demanda, pode representar economia relevante no custo total da operação.
O cenário reforça a importância de diversificar as rotas e modalidades de transporte sempre que possível. Alternativas como o transporte ferroviário e hidroviário, onde disponíveis, tendem a oferecer maior estabilidade de preços em períodos de pico, sendo uma opção a ser considerada por produtores e tradings no planejamento logístico das próximas safras.
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