Custo do frete rodoviário avança em agosto apesar da queda no preço do diesel
O valor cobrado pelo transporte rodoviário de cargas agrícolas registrou alta em agosto, contrariando a expectativa de alívio gerada pela redução no preço do diesel. O movimento surpreende produtores e tradings que contavam com repasse da queda do combustível nas tarifas. O descompasso entre o custo do insumo e o preço final do frete acende alerta para a logística da safra.
O mercado de fretes rodoviários encerrou agosto em alta, mesmo diante de um cenário de combustível mais barato. A queda no preço do diesel, que normalmente pressiona os custos operacionais das transportadoras, não foi repassada para as tarifas cobradas ao embarcador. Na prática, o produtor rural e as empresas que escoam grãos continuaram pagando mais caro para movimentar a produção.
Especialistas apontam que fatores estruturais do setor de transporte, como a concentração de demanda em determinados corredores e a disponibilidade limitada de caminhões em regiões produtoras, contribuíram para sustentar os fretes em patamares elevados. A sazonalidade do mercado, com o escoamento de estoques remanescentes da safra 2024 e a antecipação de movimentos da próxima temporada, também pesou na formação dos preços.
Para o agronegócio, o cenário reforça a importância de contratos antecipados de frete e de diversificação modal sempre que possível. A dependência excessiva do transporte rodoviário expõe o produtor a variações de custo que nem sempre seguem a lógica dos insumos. Monitorar os índices de frete de forma contínua passa a ser uma ferramenta estratégica para preservar a margem na comercialização dos grãos.
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