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Mercado Frete

Custo de transporte corrói rentabilidade do milho sul-mato-grossense

Sapiens Agro 24 de julho de 2026

Produtores de milho de Mato Grosso do Sul enfrentam uma das maiores pressões logísticas do país, com o frete chegando a absorver mais da metade da receita obtida com o grão. A distância dos portos exportadores e a dependência do modal rodoviário são os principais fatores que comprometem a margem do produtor.

Custo de transporte corrói rentabilidade do milho sul-mato-grossense

O custo de escoamento do milho produzido em Mato Grosso do Sul tem se tornado um dos maiores entraves à competitividade da cultura no estado. Estimativas apontam que o frete pode consumir até 60% do valor recebido pelo produtor na venda do cereal, uma proporção que inviabiliza a atividade em cenários de preços mais baixos.

A situação reflete um problema estrutural da região: a ausência de infraestrutura multimodal eficiente obriga os produtores a dependerem quase exclusivamente do transporte rodoviário para levar a produção até os terminais portuários do Sul e do Sudeste do Brasil. Esse percurso longo eleva os custos operacionais e reduz o poder de negociação do agricultor frente aos compradores.

Especialistas do setor alertam que, sem avanços concretos em ferrovias e hidrovias na região Centro-Oeste, o diferencial de preço pago ao produtor sul-mato-grossense continuará inferior ao de estados com melhor posição logística. O cenário reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à expansão da malha de transporte e à redução do chamado Custo Brasil no agronegócio.

Para o produtor, o momento exige atenção redobrada ao planejamento da comercialização, buscando janelas de preço que compensem o peso do frete na equação de rentabilidade. A diversificação de destinos e a antecipação de contratos podem ser alternativas para minimizar o impacto logístico sobre a margem final.

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