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Mercado Trigo

Trigo recua em Chicago enquanto região do Mar Negro mantém pressão sobre os preços globais

Sapiens Agro • 3 de outubro de 2026

Os contratos de trigo negociados na Bolsa de Chicago registraram queda nas cotações, movimento que reflete o aumento da oferta vinda da região do Mar Negro. Rússia e Ucrânia seguem como protagonistas do mercado global do cereal, influenciando diretamente a formação de preços internacionais. Produtores brasileiros devem monitorar esse fluxo exportador para avaliar oportunidades de comercialização.

Trigo recua em Chicago enquanto região do Mar Negro mantém pressão sobre os preços globais

O mercado de trigo voltou a sentir a pressão de embarques competitivos originados da região do Mar Negro, sobretudo da Rússia, que mantém volume expressivo de exportações e oferece o grão a preços agressivos no mercado internacional. Esse movimento foi suficiente para derrubar as cotações na Bolsa de Mercadorias de Chicago, referência global para o cereal.

A capacidade exportadora russa segue elevada mesmo diante do conflito com a Ucrânia, e os compradores asiáticos e do Oriente Médio têm preferido o trigo da região por questão de custo. Isso reduz o espaço para outras origens, incluindo as americanas, que perdem competitividade quando o Mar Negro opera em plena capacidade.

Para o produtor brasileiro, o cenário externo desfavorável pressiona indiretamente os preços internos, especialmente nas regiões Sul e Centro-Oeste, onde a cultura tem maior representatividade. A orientação é acompanhar de perto os indicadores de exportação russa e ucranianos antes de definir estratégias de venda para a safra atual.

No curto prazo, a tendência predominante aponta para estabilidade ou leve recuo nas cotações do trigo, desde que não ocorram surpresas climáticas nos principais países produtores do hemisfério norte. O equilíbrio entre oferta abundante do Mar Negro e eventual deterioração das lavouras na Europa pode ser o fator decisivo para uma eventual reversão de trajetória.

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