Setor agro movimenta quase metade do transporte rodoviário de cargas no Brasil
O agronegócio respondeu por quase metade de toda a carga transportada por caminhões no país entre julho e setembro deste ano. O peso do setor no modal rodoviário reforça a dependência estrutural da produção agrícola brasileira em relação às estradas. Para o produtor, esse cenário impacta diretamente os custos logísticos e a competitividade da safra.
No terceiro trimestre do ano, o agronegócio consolidou sua posição como principal motor do transporte rodoviário de cargas no Brasil, sendo responsável por quase metade de todos os fretes movimentados no período. O dado evidencia como a produção do campo sustenta de forma expressiva a demanda por caminhões e rotas terrestres em todo o território nacional.
Essa concentração ocorre justamente em um momento de escoamento intenso das safras de inverno e de movimentação de insumos para o plantio da safra verão. O pico de demanda por transporte tende a pressionar os valores dos fretes em regiões produtoras, especialmente naquelas mais distantes dos portos de exportação ou das unidades de processamento.
Para o produtor rural, a dependência do modal rodoviário representa um risco permanente de oscilação nos custos de escoamento. A diversificação da matriz logística, com maior uso de ferrovias e hidrovias, segue como pauta central para reduzir essa vulnerabilidade e melhorar a margem líquida na porteira.
O cenário também chama atenção para a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura viária. Estradas em mau estado de conservação elevam o consumo de combustível, aumentam o desgaste dos veículos e encarecem o frete final, onerando a cadeia produtiva do campo até o mercado consumidor.
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