Proposta de piso mínimo para frete rodoviário avança no Congresso com pedido de ajustes do setor produtivo
Uma proposta legislativa que estabelece valor mínimo para o frete rodoviário de cargas agrícolas segue em tramitação no Senado Federal. A entidade que representa os produtores de soja de Mato Grosso entrou no debate pedindo alterações no texto antes da votação. O tema é sensível para o agronegócio, pois impacta diretamente o custo de escoamento da safra.
A discussão sobre a regulamentação do frete mínimo rodoviário voltou ao centro do debate legislativo com o avanço de um projeto no Senado Federal. A proposta busca estabelecer um patamar mínimo de remuneração para o transporte de cargas, modelo que já gerou controvérsia no passado e divide opiniões entre transportadores e embarcadores.
A Aprosoja-MT, associação que reúne sojicultores mato-grossenses, manifestou posição formal pedindo modificações no texto em análise. A entidade defende ajustes que, na sua avaliação, tornariam a medida mais equilibrada para os diferentes elos da cadeia logística, evitando distorções que possam encarecer o custo Brasil para o produtor rural.
Para o agricultor, a definição de um frete mínimo tem efeito direto sobre a competitividade da produção. Mato Grosso, maior estado produtor de grãos do país, depende fortemente do modal rodoviário para levar a safra até os portos de exportação, tornando qualquer variação nos custos logísticos um fator crítico na formação da margem da atividade.
O desfecho da votação no Senado deve ser acompanhado de perto pelo setor. Caso o projeto avance sem as alterações solicitadas pelas entidades rurais, o impacto sobre o custo de frete poderá ser repassado ao produtor na forma de menor preço líquido recebido pela commodity na fazenda.
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