Novas regras de piso de frete preocupam setor agropecuário do Rio Grande do Norte
A Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte alerta que mudanças na política de preço mínimo do frete rodoviário podem elevar os custos de escoamento da produção agropecuária estadual. O tema ganha relevância em um momento em que produtores já enfrentam margens pressionadas e dependência quase total do modal rodoviário para comercializar seus produtos.
A entidade que representa os produtores rurais norte-rio-grandenses manifestou preocupação com os efeitos que ajustes nas regras de remuneração mínima do transporte rodoviário de cargas podem ter sobre a competitividade da agropecuária local. A revisão das tabelas de frete, quando resulta em valores mais elevados, repercute diretamente no custo final de produtos como grãos, frutas, carnes e insumos agrícolas.
O Rio Grande do Norte possui uma estrutura logística com forte dependência do transporte rodoviário, o que torna o setor particularmente sensível a qualquer variação nos custos de frete. Distâncias longas até os principais centros consumidores e portos de exportação ampliam o impacto de qualquer reajuste sobre a rentabilidade das propriedades rurais.
Para o produtor, o aumento no custo do frete pode significar menor preço recebido na porteira ou dificuldade de competir com regiões que contam com infraestrutura logística mais diversificada. Especialistas recomendam que os agentes do setor acompanhem de perto as negociações em torno da regulamentação e busquem alternativas de planejamento logístico para mitigar possíveis impactos.
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