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Mercado Milho

Milho perde valor real na última meia década enquanto custos de produção sobem em Mato Grosso

Sapiens Agro 19 de junho de 2026

O cereal acumula desvalorização significativa ao longo dos últimos cinco anos no principal estado produtor do Brasil, ao mesmo tempo em que insumos, energia e logística encarecem a atividade. A combinação comprime as margens do produtor mato-grossense e coloca em xeque a rentabilidade da cultura.

Milho perde valor real na última meia década enquanto custos de produção sobem em Mato Grosso

O milho atravessa um ciclo desfavorável de preços em Mato Grosso. Enquanto as cotações recuaram em termos reais no período de cinco anos, os custos operacionais seguiram trajetória oposta, pressionados principalmente pelo encarecimento de fertilizantes, defensivos e combustíveis, itens que respondem por parcela expressiva do custo total de produção.

Essa defasagem entre receita e despesa é um dos principais alertas para o planejamento da safra 2025/26. Produtores que não ajustarem a estrutura de custos ou não buscarem contratos de venda antecipada correm o risco de encerrar o ciclo no vermelho, mesmo com produtividade dentro da média histórica.

O cenário reforça a importância de estratégias de comercialização mais ativas. Fixar parte da produção em momentos de alta sazonal, utilizar instrumentos de hedge e monitorar de perto a relação entre o preço do milho e o custo do frete até os portos são medidas que ganham relevância quando a margem operacional se estreita.

No médio prazo, a recuperação das cotações depende de fatores como o ritmo de exportações brasileiras, a demanda interna do setor de proteína animal e o comportamento da safra norte-americana. Até que esses vetores se alinhem de forma mais favorável, a pressão sobre o produtor de MT deve persistir.

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