Frente Parlamentar do Agro vê avanço em ajustes na política de frete rodoviário
A Frente Parlamentar da Agropecuária avaliou positivamente as alterações feitas na medida provisória que regulamenta o transporte de cargas no país. Para o setor produtivo, as mudanças devem aliviar parte dos custos logísticos que pesam sobre o escoamento da safra. O tema segue sensível para produtores que dependem do modal rodoviário para levar grãos até os portos.
A bancada ruralista no Congresso Nacional sinalizou que as modificações introduzidas na norma que trata da política de fretes representam um recuo em pontos considerados prejudiciais ao agronegócio. A avaliação é de que o texto revisado equilibra melhor os interesses dos transportadores com a capacidade de pagamento do setor agrícola, que historicamente absorve grande parte dos custos de transporte na formação do preço final da commodity.
A questão do frete rodoviário é estrutural para o produtor brasileiro. Com a infraestrutura ferroviária e hidroviária ainda limitada em diversas regiões produtoras, o caminhão continua sendo o principal meio de escoamento de soja, milho e outros grãos. Qualquer variação nos custos desse modal afeta diretamente a competitividade da produção nacional frente a concorrentes como Estados Unidos e Argentina.
Ainda que os ajustes sejam vistos como um passo na direção correta, especialistas do setor alertam que a regulação do frete precisa ser acompanhada de investimentos consistentes em infraestrutura logística. Sem ampliar a capacidade de escoamento por outras vias, a dependência do transporte rodoviário continuará pressionando as margens do produtor, especialmente nos períodos de pico de colheita.
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