Especialista da Esalq-Log analisa desafios e perspectivas da logística agrícola brasileira
Fernando Bastiani, pesquisador do grupo Esalq-Log da Universidade de São Paulo, discutiu os principais gargalos e oportunidades no escoamento da produção agropecuária nacional. A análise abrange desde os custos de transporte até a eficiência das rotas utilizadas pelos produtores para levar a safra aos portos. O tema é especialmente relevante em um momento em que o Brasil consolida recordes de produção e pressiona sua infraestrutura logística ao limite.
A logística representa um dos maiores componentes do custo final da produção agrícola brasileira, chegando a comprometer de forma significativa a competitividade do grão nacional no mercado externo. Especialistas do setor apontam que a dependência excessiva do modal rodoviário ainda é um entrave estrutural, elevando o frete e reduzindo a margem do produtor, especialmente daqueles localizados em regiões mais distantes dos portos de exportação.
A expansão da fronteira agrícola para o Centro-Oeste e o Matopiba intensificou a necessidade de investimentos em ferrovias e hidrovias capazes de absorver volumes crescentes de soja, milho e outros grãos. Projetos como a Ferrogrão e a consolidação de corredores multimodais são acompanhados de perto pelo setor, pois têm potencial de reduzir custos logísticos e aumentar a previsibilidade no planejamento da comercialização.
Para o produtor rural, compreender a dinâmica do frete e antecipar períodos de maior pressão sobre a capacidade de transporte pode ser determinante na hora de negociar contratos e definir o momento de venda da safra. Monitorar indicadores como o ESALQ-Log e as tabelas de frete mínimo é uma prática recomendada para quem busca proteger sua rentabilidade ao longo da cadeia.
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