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Mercado Frete

Custo do frete agrícola dispara em agosto e pressiona margens do produtor

Sapiens Agro • 5 de outubro de 2026

O transporte rodoviário de grãos registrou alta expressiva nos valores cobrados por fretes em agosto, com reajustes que ultrapassaram um terço em algumas rotas. O movimento eleva o custo logístico da safra e pode comprometer a rentabilidade de produtores que ainda precisam escoar volumes armazenados. O cenário exige atenção redobrada na negociação de contratos de transporte.

Custo do frete agrícola dispara em agosto e pressiona margens do produtor

Os fretes para escoamento de grãos avançaram de forma significativa ao longo de agosto, pressionados por fatores como demanda aquecida por caminhões, aumento nos preços de combustíveis e maior fluxo de movimentação nas principais rotas de exportação. Em certas regiões produtoras, os reajustes chegaram a superar 36%, nível que chama atenção pelo impacto direto sobre o custo final da tonelada entregue no porto ou na indústria.

Para o produtor que ainda mantém grãos em armazém aguardando melhores preços na ponta da comercialização, a alta do frete funciona como um custo adicional que corrói parte do ganho esperado. A relação entre o preço recebido pela commodity e o valor pago pelo transporte — o chamado spread logístico — fica mais estreita nesse contexto, exigindo cálculos mais cuidadosos antes de fechar negócio.

No médio prazo, a pressão sobre os fretes rodoviários reforça o debate sobre a necessidade de ampliar a participação das ferrovias e hidrovias na matriz logística do agronegócio brasileiro. Enquanto essa diversificação avança lentamente, o caminhão segue dominante e sujeito às oscilações sazonais de oferta e demanda. Monitorar as tabelas de frete e antecipar contratações quando possível são estratégias que podem amenizar o impacto sobre os custos operacionais.

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