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Mercado Milho

Cotações do milho recuam no mercado interno no começo de junho

Sapiens Agro 14 de junho de 2026

O milho segue uma trajetória de baixa nas praças brasileiras na entrada do mês de junho, pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra e pela oferta abundante em regiões produtoras. O cenário desafia produtores que ainda buscam oportunidades de comercialização com margens satisfatórias.

Cotações do milho recuam no mercado interno no começo de junho

As cotações do milho no mercado doméstico continuam cedendo terreno no início de junho, reflexo direto do ritmo acelerado de colheita da safrinha no Centro-Oeste e no Sudeste do país. Com a entrada crescente de grãos nos armazéns e nos portos, a pressão vendedora tende a se intensificar nas próximas semanas.

A abundância de oferta interna coincide com um momento de demanda relativamente contida por parte de frigoríficos e fabricantes de ração, o que retira sustentação dos preços no curto prazo. Regiões como Mato Grosso e Goiás registram as quedas mais expressivas, dado o maior volume de produto disponível para venda imediata.

Para o produtor que ainda carrega estoque, o momento exige atenção ao fluxo de caixa e à capacidade de armazenagem. Travar contratos a termo ou aguardar uma eventual recuperação sazonal são estratégias que devem ser avaliadas com base no custo de carregamento e nas perspectivas de demanda para o segundo semestre.

No mercado externo, a concorrência do milho norte-americano e argentino limita o espaço para valorização das exportações brasileiras, o que reduz o efeito compensatório do câmbio sobre os preços internos. O produtor deve acompanhar de perto os indicadores de demanda global e os desdobramentos climáticos nos Estados Unidos, que podem alterar o equilíbrio da oferta mundial nas próximas semanas.

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