Colheita de milho em Mato Grosso coincide com queda nas cotações e pressiona margens dos produtores
O avanço da colheita de milho em Mato Grosso está ocorrendo em um momento de cotações deprimidas, o que reduz a rentabilidade de quem não fixou preços antecipadamente. A combinação de oferta elevada e demanda interna fraca mantém o mercado pressionado no principal estado produtor do país.
Mato Grosso, responsável por parcela expressiva da produção nacional de milho, atravessa a colheita da segunda safra em um cenário adverso de preços. As cotações praticadas nas principais praças do estado estão abaixo do custo de produção de parte dos produtores, o que acende um alerta para o setor.
O excesso de oferta no mercado interno, aliado à concorrência do milho importado e à menor demanda por parte de frigoríficos e indústrias de ração, contribui para o ambiente de baixa. Sem um catalisador de demanda relevante no curto prazo, a tendência é que os preços sigam pressionados durante o pico do escoamento da safra.
Produtores que não realizaram hedge ou vendas antecipadas enfrentam agora a difícil decisão entre vender a preços pouco atrativos ou armazenar o grão à espera de uma recuperação. A capacidade de armazenagem e o custo financeiro do estoque são fatores determinantes nessa equação.
O comportamento do câmbio e eventuais movimentos de compra por parte da China podem oferecer algum alívio ao mercado nos próximos meses, mas o cenário base ainda aponta para volatilidade e margens apertadas até que a oferta seja absorvida pelo mercado.
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