Avanço da colheita do milho segunda safra não alivia pressão sobre preços em junho
O ritmo de retirada do milho segunda safra ganha velocidade nas principais regiões produtoras do Brasil, mas a evolução dos trabalhos não tem sido suficiente para reverter o cenário de preços baixos. Segundo análise da Safras & Mercado, a pressão sobre as cotações deve persistir ao longo de junho, exigindo atenção redobrada dos produtores na hora de comercializar o grão.
A colheita do milho safrinha avança de forma consistente em estados como Mato Grosso, Goiás e Paraná, tradicionais líderes na produção do cereal cultivado no segundo ciclo do ano. O volume que chega ao mercado de forma concentrada neste período tende a ampliar a oferta disponível e, consequentemente, dificultar qualquer movimento de recuperação nas cotações no curto prazo.
O ambiente de preços pressionados reflete não apenas o aumento da oferta doméstica, mas também fatores externos, como o comportamento das cotações internacionais e a concorrência do milho argentino, que segue competitivo no mercado global. Esse conjunto de variáveis limita o poder de barganha do produtor brasileiro neste momento da safra.
Diante desse cenário, especialistas recomendam cautela na estratégia de venda. Produtores com capacidade de armazenagem podem avaliar a possibilidade de aguardar uma janela mais favorável, enquanto aqueles sem estrutura própria devem considerar o custo do armazenamento terceirizado antes de tomar decisões. O acompanhamento diário das cotações e das condições logísticas regionais é fundamental para minimizar perdas na comercialização.
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