Alta no custo do transporte de grãos pressiona margens dos produtores mato-grossenses
O transporte rodoviário de grãos em Mato Grosso registrou elevação nas tarifas, encarecendo a cadeia logística do estado que responde pela maior produção agrícola do país. O movimento comprime as margens dos produtores em um momento em que os preços das commodities seguem pressionados. A situação reforça a dependência estrutural do agro brasileiro do modal rodoviário e a vulnerabilidade do setor a oscilações no custo do frete.
Mato Grosso concentra parcela expressiva da produção nacional de soja e milho, e qualquer variação no custo logístico tem impacto direto na competitividade do produtor local. Com as tarifas de frete em alta, o chamado custo de origem — que mede o quanto o agricultor gasta para colocar o grão no porto — se eleva, reduzindo o preço líquido recebido na fazenda.
Entre os fatores que pressionam o frete estão o preço do diesel, a demanda concentrada nos períodos de colheita e a infraestrutura ainda limitada de ferrovias e hidrovias no estado. Enquanto alternativas multimodais não ganham escala, o caminhão segue como principal meio de escoamento, tornando o setor sensível a qualquer choque nos custos operacionais do transporte.
Para o produtor, o cenário exige atenção redobrada no planejamento comercial. Travar contratos de venda sem considerar a variação do frete pode comprometer a rentabilidade da operação. Especialistas recomendam monitorar as tabelas de frete e, sempre que possível, antecipar negociações com transportadoras para reduzir a exposição a picos tarifários durante o escoamento da safra.
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